Astronautas da Missão Artemis II Utilizam Relógio Inovador Criado pela USP

Recentemente, a missão Artemis II da NASA, que ocorreu entre 1º e 10 de abril, chamou atenção não apenas por suas exploratórias audaciosas, mas também pela aplicação de uma tecnologia inovadora desenvolvida em uma universidade brasileira. O dispositivo em questão, um actígrafo criado na Universidade de São Paulo (USP), foi utilizado pelos astronautas para monitorar dados vitais sobre seus padrões de sono e atividades.
| Tecnologia | Actígrafo |
| Instituição | Universidade de São Paulo (USP) |
| Data de Missão | 1º a 10 de abril |
| Tipo de Análise | Padrões de sono, movimentos, exposição à luz |
| Equipe de Astronautas | Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, Jeremy Hansen |
| Aterrissagem | Oceano Pacífico |
| Próxima Fase | Missão III em 2027 |
Desenvolvimento do Actígrafo
O actígrafo foi elaborado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, localizada na zona leste de São Paulo. Sob a orientação do professor Mario Pedrazzoli, o aparelho se destaca pela capacidade de registrar informações sobre os ritmos biológicos, tendo recebido o apoio financeiro da Fapesp para seu desenvolvimento inicial. Posteriormente, uma empresa privada colaborou na evolução da tecnologia.
Esse dispositivo é semelhante a um smartwatch, porém com um enfoque puramente científico. Sua aplicação é abrangente, englobando desde a cronobiologia até estudos em saúde pública e neurociências. A sua utilização em missões espaciais é emblemática do impacto da pesquisa acadêmica brasileira no cenário global.
Missão Artemis II
A missão Artemis II representa uma nova era na exploração espacial, simbolizando o retorno da presença humana à Lua após mais de cinco décadas. Após 10 dias em órbita, os astronautas realizaram uma aterrissagem bem-sucedida no Oceano Pacífico, nas proximidades de San Diego, nos EUA, na noite de 10 de abril.
Os astronautas enviados foram Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, além do canadense Jeremy Hansen. Todos os membros da tripulação estão bem e serão avaliados por uma equipe médica. A NASA considera a missão como um sucesso, e há expectativa para a próxima fase, que deve ocorrer em 2027.
Importância da Contribuição Brasileira
Autilização do actígrafo por astronautas da NASA ilustra a relevância do conhecimento gerado nas universidades públicas brasileiras. Segundo a EACH, essa participação em uma missão de prestígio não apenas evidencia a capacidade científica da instituição, mas também reafirma o papel fundamental da pesquisa acadêmica no avanço do conhecimento global e na exploração espacial.
A inovação brasileira, portanto, não apenas enriquece a exploração extraterrestre, mas também projeta a USP no cenário internacional como um polo de excelência em pesquisa científica.
Para mais informações e detalhes completos sobre esta notícia, acesse a matéria original publicada por Metrópoles .




