Brasil registra o 3º menor preço de cigarros na América do Sul

O Brasil se destaca por ter um dos menores preços de cigarro na América do Sul, mesmo após um recente aumento no valor mínimo. Em 2026, o governo federal determinou que o preço do maço de cigarros passasse de R$ 6,50 para R$ 7,50, como parte de uma estratégia mais ampla de controle do tabagismo. Esse ajuste de preços, além de aumentar a tributação, visa reduzir o consumo do produto e mitigar os efeitos nocivos à saúde pública.
| Ranking de Preços de Cigarro na América do Sul | Preço em US$ |
| Paraguai | 0,46 |
| Bolívia | 1,09 |
| Brasil | 1,32 |
| Equador | 6,00 |
Aumentos de Preço e Tributação
A política de elevar o preço dos cigarros é uma abordagem fundamental na luta contra o tabagismo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a elevação de impostos e preços mínimos tem demonstrado eficácia na diminuição do número de fumantes ao longo dos anos. De mais de 30% da população fumante na década de 1990, essa taxa caiu para cerca de 9% até 2015.
Contexto do Aumento
Antes de 2026, o preço mínimo havia permanecido em R$ 5 entre 2017 e 2023, aumentando gradual e recentemente para R$ 6,50 em 2024. O novo aumento para R$ 7,50 não só objetiva reduzir o consumo do tabaco, mas também tem um viés econômico, promovendo uma arrecadação que ajude a cobrir custos de políticas públicas, incluindo subsídios energéticos.
Impactos na Saúde Pública
Dados alarmantes do Ministério da Saúde revelam que aproximadamente 177 mil mortes anuais no Brasil são atribuídas ao uso de tabaco, gerando um custo elevado ao sistema de saúde pública, estimado em R$ 98 bilhões por ano. Mesmo com a arrecadação de impostos, esses valores são apenas parcialmente compensados.
O impacto econômico total gerado pelo tabagismo pode ultrapassar R$ 150 bilhões anualmente, considerando a perda de produtividade e as despesas com tratamento de doenças relacionadas ao consumo de cigarro, como câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias.
Futuras Estratégias de Contenção
A continuidade do aumento dos preços é defendida por autoridades de saúde como uma das principais estratégias para a redução do consumo de tabaco. A reforma tributária planejada também pode contribuir, propondo um imposto seletivo para produtos prejudiciais à saúde, como os cigarros, o que potencialmente fortalecerá as medidas de controle do tabagismo.
Para mais informações e detalhes completos sobre esta notícia, acesse a matéria original publicada por Poder360 .




