Polícia Civil Realiza Reconstituição de Crime na Zona Leste: Entenda o Caso

No dia 15 de abril de 2023, a Polícia Civil executou a reconstituição do caso que resultou na morte de Thawanna da Silva Salmázio, na região de Cidade Tiradentes, em São Paulo. Durante o procedimento, seu companheiro, Luciano Gonçalves dos Santos, participou detalhando os eventos que ocorreram na noite fatídica. A reconstituição foi realizada em um período de aproximadamente quatro horas e meia.
| Data da Ocorrência | 3 de abril de 2023 |
| Local | Cidade Tiradentes, São Paulo |
| Participantes | Thawanna da Silva Salmázio e Luciano Gonçalves dos Santos |
| Duração da Reconstituição | 4 horas e meia |
| Status da Policial | Afastada do serviço |
| Investigação do MPSP | Em andamento |
Contexto do Incidente
O trágico incidente ocorreu quando Thawanna e Luciano caminhavam pela rua Edimundo Audran. Um veículo policial passou rapidamente, colidindo levemente com o braço de Luciano enquanto se movia. Essa situação gerou uma discussão. A policial militar Yasmin Ferreira, envolvida na abordagem, disparou contra Thawanna durante a confusão. Vale destacar que a agente não estava utilizando uma câmera corporal no momento da abordagem, o que levanta questões sobre a transparência e a documentação do incidente.
A Reconstituição do Crime
Durante a reconstituição, Luciano forneceu detalhes sobre a abordagem policial que culminou na tragédia. O processo é crucial para elucidar os acontecimentos e determinar a responsabilidade dos envolvidos. Um vídeo da câmera de outro policial envolvido na ocorrência registrou a dinâmica da situação, que resultou na morte de Thawanna. Após a tragédia, a Polícia Civil iniciou um inquérito investigativo focado no companheiro da vítima por resistência durante a abordagem, enquanto a policial envolvida constou como vítima na situação.
Investigação e Repercussão
A morte de Thawanna gerou grande comoção e levou o Ministério Público de São Paulo a abrir uma investigação formal sobre o caso. A agente responsável pelo disparo foi afastada de suas funções enquanto dois inquéritos – um conduzido pela Polícia Militar e outro pela Polícia Civil – estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Adicionalmente, a Ouvidoria da Polícia Militar sugeriu que a Corregedoria examinasse possíveis falhas de socorro, considerando o tempo de resposta após o disparo.
Possíveis Falhas no Atendimento Médico
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que Thawanna morreu em consequência de uma hemorragia interna aguda. A vítima foi levada ao Hospital Tiradentes, mas não sobreviveu aos ferimentos, pois aguardou cerca de 30 minutos pelo resgate em decorrência do disparo. Há uma preocupação crescente com a possível omissão de socorro, tendo em vista que o hospital estava a uma distância de apenas 3,8 km, um percurso que normalmente leva entre oito a doze minutos para ser percorrido, especialmente em um horário de madrugada.
A situação desencadeou um debate sobre a eficácia e a rapidez da resposta das autoridades em emergências, principalmente em casos que envolvem forças policiais e civis. Isso poderá contribuir para mudanças nas práticas referentes ao uso de força e ao atendimento médico emergencial. A busca por justiça e clareza sobre os detalhes desse caso continua a ser uma prioridade para a família de Thawanna e a comunidade.
Para mais informações e detalhes completos sobre esta notícia, acesse a matéria original publicada por Metrópoles .




